Ensaio

Walmor Correa: A verdade criada do mito

entrevista por Equipe PanoramaCrítico[1]

No início de uma tarde de abril em Porto Alegre, Walmor Correa se acomoda numa poltrona no meio da sala muito limpa, aconchegante e organizada de seu apartamento. Está cercado por algumas obras suas acabadas e outras em processo de produção. Um marceneiro trabalha em outro cômodo, o telefone celular toca às vezes. Incomodado por uma mosca, pede licença para buscar uma raquete. Com o instrumento, eletrocuta o inseto. Está à vontade para conversar, acompanhado do sotaque catarinense que não perdeu.

Panorama – Entre o mito e a ciência, onde está, ou onde fica, a tua arte?


Walmor – Entre o mito e a ciência... Acho que ela está à disposição, mas não diria que a Arte fica entre um e outro, ou de um lado ou de outro. Meu trabalho justifica-se através da ciência, de termos científicos e da pesquisa cientifica. A busca está justamente nesse limiar que seria uma compreensão paralela.


Panorama – Poderíamos dizer que ficaria na busca dessa compreensão?


Walmor – Poderia. É uma tentativa de, através da ciência, explicar o mito. A arte me permite essa possibilidade. Por exemplo, as lendas... Quando vou lá na Amazônia, escuto as pessoas falando do boto que come a jovem que dele se aproxima. Na verdade, eu sei que é uma maneira de justificar a precocidade ou que ela transou antes da hora e que para a sociedade não a rechaçar, existe o mito do boto. Pego essa inverdade, que é do inconsciente coletivo e digo que é verdade - "olha, existe mesmo, não é uma lenda...".


“Sou absolutamente obsessivo...”

Panorama – É quando tu, através da cópia, que serve para a catalogação, passas a criar algo que não existe, que vira arte?


Walmor – No meu caso, como artista, consigo visualizar filosoficamente. Tenho por hábito dizer que cada um tem a sua poética e a sua busca. Me utilizo das técnicas tradicionais, do desenho, da pintura e, através da ciência, a tradição da técnica permanece nos estudos fisiológicos e anatômicos. Não saberia fazer isso no Photoshop com a perfeição que quero, sou absolutamente obsessivo. Então, qualquer tracinho errado, na internet, eu levaria uma semana para arrumar -na pintura e no desenho, levo duas horas. É uma questão de praticidade. É uma ferramenta que domino. Por que abrir mão das ferramentas que domino, no tempo em que a praticidade é fundamental e que a arte discute também isso? Eu acho que isso pode discutir ainda mais adentro as questões que ficam tão superficiais na arte hoje em dia.


Panorama – Poderíamos dizer que a técnica está se perdendo, ou ficando um pouco de lado?


Walmor – Ela perdeu um viés talvez, outras técnicas foram incorporadas, mas eu não diria que se perdeu.


Panorama – Momentaneamente?
Walmor – Tenho visto tanta reflexão com desenho, com pintura. O desenho então está num momento muito bom. Agora, acho que arte é tudo isso! Vejo vídeos nos quais fico fascinado. Amo performance. Um dos meus artistas preferidos é o Francko B
[2], que não desenha, que não pinta. Então faço isso: é minha maneira de me expressar. É como ter olho azul, olho verde e olho preto: quem é que enxerga melhor? Quem a natureza dotar com melhores nervos e músculos vai enxergar um pouco melhor, mas a visão vai ser muito mais ampla do que só o nervo ótico. Tem uma gama de coisas com a qual a arte, em minha opinião, pode se tornar desejável, compreensível ou não, mas que se torne real, forte: que tenha fundamento. Quero dizer que o pensamento é fundamental, mas isso não pode excluir as outras possibilidades. Se você pinta, ou se você desenha: se você usa técnicas tradicionais ou não, não importa. É como falar sobre a morte da pintura. Pintura é pintura. Você pode arranjar outras formas, ter várias possibilidades, mas a pintura é pintura. O desenho é desenho. Se você quiser misturar tudo isso pra dizer o que você pretende, melhor.


“Suas fobias e suas neuroses estão presentes, seja na comida, seja na pintura que você faz...”

Panorama – Nas tuas obras, há dois aspectos que chamam bastante à atenção, entre outros: a precisão do desenho, e, ao mesmo tempo, a criação de uma ilusão, no sentido de que aquilo ali representado não existe na realidade. Qual seria a relação entre a precisão e a ilusão? Como tu as combinas? O que acontece na relação entre estas duas coisas?


Walmor – Para o conhecimento visual e intelectual, necessito de uma técnica precisa. Eu necessito desta técnica porque a ciência geralmente a utiliza, é necessário que classifique coisa por coisa, osso por osso, cartilagem por cartilagem. Essa precisão é fundamental para justificar a ilusão... Penso que aí vêm outras questões também, que são as necessidades pessoais, as suas fobias, as suas neuroses, que não tem como não estarem presentes naquilo que você faz. Não conseguiria imaginar um trabalho meu sem aquela informação precisa, aquela técnica precisa que traduza a criação de uma ilusão. Mas acho que aí fica a área da filosofia para me entender um pouco melhor.


Panorama – De frente a tua obra, duas sensações parecem ser inevitáveis: o estranhamento e a familiaridade. Que relação é essa?


Walmor – Isso se resume exatamente no nome que dei àquela série: Umheimilich, que é o "estranho familiar". Essa é a minha poética. Tenho a impressão de que essa imaginação rica em detalhes, vem da minha infância quando na idade de sete, oito anos, na ocasião meu pai tinha uma fazenda, na qual eu ia com ele, e sempre levava primos e amigos para nos divertirmos melhor. Meu pai nos contava histórias como se fossem reais... de bichos que botavam ovo, de peixes voadores enfim... meus primos e amigos deram risadas e saíram pra jogar futebol. Eu peguei o cavalo e fui lá no tal morro onde existiria o suposto animal...


Panorama – Acreditando?


Walmor – Não sei se acreditando, mas eu queria ir ver. Tem já ali, o impulso da imaginação, da criança que ao invés de não acreditar, ou até mesmo se assustar, criou a imagem, fez o registro cerebral e saiu a procurá-la... Fiz agora um trabalho na Fundação Iberê Camargo: um mapeamento cognitivo (uma gravura que mostra o cérebro de Iberê), e cada vez mais eu concluo que o impulso da imaginação, da arte e da filosofia do ser, está ali e tem algum lugar cerebral.

Panorama – As palavras ‘perverso’ e ‘horripilante’ aparecem muitas vezes para referir teu trabalho. No entanto, aparecem também os termos ‘suave’, ‘silencioso’ e ‘sereno’ (especificamente no texto de Blanca Brites, ‘Perversa natureza sedutora’, disponível em www.walmorcorrea.com.br). De fato, no traço das obras, as criaturas não parecem assustadoras. Isto é para ser assim? Poderíamos considerar que haveria algum paradoxo nisso?


Walmor – Desde o início, nunca foi um desejo meu as aberrações. Essa poética da imaginação, do excêntrico, do fantástico, do horripilante, tem um equilíbrio que é fundamental. Tanto que os híbridos que desenvolvi, e até hoje invento, têm que ter uma possibilidade visual inquestionável. Então, na questão da técnica – "suavidade" – complementa o estranhamento. No meu trabalho está tudo muito conectado! Nada é absoluto, mas é a lógica do pensamento que permite a criatividade.

Panorama – Como tu vês, especificamente, esta questão da caracterização de ‘perverso’ e do ‘horripilante’ que aparece nas críticas sobre o teu trabalho?


Walmor – Essa pergunta poderia ser feita para eles! Mas acho que o “perverso” diz respeito unicamente ao trabalho. Não acho que sejam características do Walmor, ou do artista. O “perverso” é mais um tema que discuto. Então concordo. Tanto que eu mesmo coloquei o nome daquela série, que foi para o MARGS (Museu de Artes do Rio Grande do Sul Ado Malagoli), depois para a Bienal de São Paulo, de “Natureza Perversa”, porque a natureza é também perversa! São animais que têm possibilidades e ainda que tenha desenvolvido aquilo que é uma possibilidade de precisão lógica, poderia ser de uma natureza horripilante. Tive, uma vez, um cachorro chinês, que já é resultado de uma mistura. No verão, ele sofre muito por conta da oxigenação, porque ele não tem focinho: isso é muito perverso, resultado da mão humana. Então, o perverso está na vida cotidiana. E quando falam isso do meu trabalho, eles também confirmam a contemporaneidade.


Panorama – Podemos dizer que o uso da ciência para dar lógica de funcionamento a coisas que não existem é uma ‘armadilha’ para o estranhamento, que parece ser o gatilho para a experiência estética, no teu trabalho?


Walmor – Poderia dizer, como a Blanca (Brites) disse, que aprisiono o espectador, que parece uma armadilha e tal. A armadilha acontece inevitavelmente! Mas, na verdade, nunca foi premeditado, até porque se fosse assim, não teria feito nada do que fiz na minha trajetória. A arte sempre foi uma resposta as minhas dúvidas interiores, e continua sendo. Tudo o que faço em arte, faço em cima do que quero, sem seguir as regras do momento. Sou absolutamente exigente quanto a isso: só faço o que quero! E pago um preço por isso, evidentemente. Por exemplo, na série Umheimlich fiz cinco animais – que é aquela série da sereia, do curupira, etc. Depois que fiz estas cinco obras, me permiti uma liberdade poética para três super-heróis, o Homem Aranha, o Pinguim e a Cheetah. Eu estava em Nova Iorque – e os super-heróis americanos foram tema dos meus desenhos quando era pequeno, quando tinha uns cinco anos, e ficava desenhando. Então pensei: “vou fazer um estudo sobre o Homem-Aranha”, sua anatomia, suas curiosidades. Fiz um estudo anatômico, e tal. Na ocasião em que acabei os cinco, tinha uma possibilidade de encomenda - uma possibilidade boa - para fazer o Saci-Pererê, a Mula-Sem-Cabeça e outros mais..., mas não passa por aí.


Panorama – Tu dizes que não quer fazer por que aquilo a que tu te propuseste a fazer, quando fizestes os cinco, tu já tinhas respondido?


Walmor – Sim, não estava mais questionando aquele tema.


Panorama – Então não era por uma implicância com a mercantilização: por que te ‘encomendaram’, nesse sentido?


Walmor – Não tenho nenhum problema com a mercantilização, talvez porque essa parte faz a galeria. Acredito que por algum interesse pessoal de quem desejou ver essas obras traduzidas por mim.

“Se tu abres a internet, está cheio de cabeça de um bicho no corpo do outro. Não é uma brincadeira o que eu estou fazendo...”


Panorama – Quando tu dizes que faz “porque quer a resposta”, no caso dessas cinco, qual seria a pergunta?


Walmor - Umheimlich! Qual é uma das primeiras perguntas que você faz quando começa a amadurecer? É sobre a morte. Ou porque nega a morte sempre, ou reconhece que ela existe para poder viver. Porque senão os consultórios não estariam cheios de pessoas buscando remédios, remédios e remédios, por conta da alternativa de esquecer. Na exposição que chamo de Memento Mori, ou seja: “recordas que morrerás”, retomo a divagação ainda mais profundamente... sempre buscando responder os questionamentos. Na série Umheimlich, ali, era isso: eu estava lá no meio da Amazônia, e escutava coisas incríveis sobre o Curupira, as sereias... E o padre Anchieta, em 1560, fala do Curupira. Então, peraí! Onde é que está perdido esse elo aí? Vamos puxá-la para o universo real! 


Panorama – Se lê muito que teu trabalho tem a ver com a morte – e agora tu recém falaste nela – mas parece haver muito de vida nele, também. Como tu enxergas isso? 


Walmor – Exatamente. Você só consegue viver quando descobre que existe a morte. É só concluindo que você é humano, que é falível, que morre, que consegue viver... O atlas de anatomia, por exemplo: nada que fale mais de vida do que um atlas. Em que você só consegue descobrir, e chegar, nas doenças entendendo onde é que elas principiam. Tanto que os atlas estão nas salas de aula, nos laboratórios, nos lugares onde se estuda a vida! A morte só é uma constância pela questão da impermanência, porque a todo o momento se morre: as coisas morrem. E aí entra a questão da beleza estética: esse convencimento estético que falamos ainda há pouco. Acho que dou essa resposta com gentileza. Coloco uma caixa de música com um esqueleto de "pássaro", mas a música é a vida. E, no entanto, ela volta a ter movimento.

Panorama – Como tu lidas com as possibilidades? E, consequentemente, como tu lidas com as combinações? Porque, a princípio, observando o teu trabalho, é possível pensar que, por misturar coisas diferentes, o número de possibilidades é infinito. Há critérios, ou parâmetros, para estas combinações?


Walmor – Na verdade, fica muito insistente, na visualização do meu trabalho, essa questão dos híbridos, mas esse não é o foco principal. Claro que quando penso num híbrido, penso numa lógica visual. Mas ali, na cabeça de rato com corpo de ave, não estou fazendo um hibrido, estou “fazendo" uma nova espécie. Então não é uma mistura, é uma obra nova! E para que isso tenha sentido, precisa ter um sentido visual para mim. A Maria Amélia Bulhões, em seu texto ("Pesquisa, imaginação e mentira"), que eu gosto muito, sabe o perigo que é brincar de "Deus". Estamos sempre tentando nos aproximar dessa origem, de um início, de um ponto, um marco zero. Em 2007, recebi e-mail de uma escola de artes dos Estados Unidos, onde fiz uma exposição, mensagem de uma turma da universidade dizendo que estavam colocando em prática, em estudo, o meu trabalho. No final do semestre, eles mandaram outro e-mail, no qual dizia que, segundo as observações e estudos dos alunos, chegaram à conclusão de que todos os animais que criei, seriam possíveis. Mas é absolutamente impossível, isso. Deixar a criatividade manifesta e a possibilidade de ser visualizada, fica muito mais forte do que a impossibilidade..., mas é claro que se isso fosse dito para um grupo de veterinários, eles morreriam de rir! Porque não tem como. Tem situações que são impossíveis mesmo. Lido bem com essas impossibilidades...


Panorama – Tu terias algo contra a condição inerente das coisas, ou uma insatisfação com a sua condição natural?


Walmor – Não. Observo também as coisas que vem da crença popular. Estou fazendo um estudo que tem as origens no século XIX. Meu trabalho é justo neste termo; em que se acreditava que os ratos velhos se transformavam em morcegos. Então, o morcego era um rato que voava. Comecei a pensar através dessa afirmação popular. Mas não vou ao laboratório tentar criar uma espécie nova. Vou no que o coletivo acredita. Talvez por isso aquela pergunta sobre o maravilhamento do olhar do outro. Porque em algum momento, quando se olha para um hibrido, muita gente tem um estranhamento, outros não. Em todo trabalho meu, por mais que não queiras, em algum momento, lá dentro de ti esteve. Ainda que lá da infância, quando tu pegavas o chiclete Ploc, no qual vinham as figuras com a cabeça de um e o corpo do outro: lá já tinha este referente e sem estar necessariamente questionando uma condição natural.
 

Panorama – Muitas das tuas obras são compostas de pintura e de escrita. Há uma ordem de sucessão na produção?


Walmor – Primeiro pensei - "como é que seria o coração de uma mulher-peixe?" Estudei isso com o cardiologista que me disse: - "olha, eu penso que seria com três cavidades". Vim para casa e estudei e desenhei, a escrita vem depois porque vem como explicação. Depois que pintei o coração, ele é dito.


Panorama – Sem essa relação com o pessoal de outras áreas (médicos, biólogos), teria condições de tu fazer esse trabalho?
 

Walmor – Teria, mas na verdade, para esse trabalho, ficaria bem complicado. Hoje, por exemplo, liguei já umas dez vezes, mas fazer o que? O biólogo, ornitólogo mais importante do estado, felizmente, ele é bastante generoso e se coloca a minha disposição para explicar algumas coisas de textos do século XIX que eu não sabia!..."O que significa isso?", "como é que se classificava esse animal no século XIX?" Então é necessário ficar ligando! "Oi, é Walmor! Esse pássaro que é classificado assim, era assim no sec. XIX?". "Não, não era! No séc. XIX era tal..." 


Panorama – Essas pessoas já eram tuas conhecidas? Ou tu precisaste convencê-las? 


Walmor – Muitas eram amizades novas falando com familiaridade ou estranheza sobre um mesmo tema. Quando desenvolvi, na série Umheimlich, a estrutura e a anatomia do "Capelobo", que era o homem-tamanduá, a maior especialista em tamanduá, que se colocou à disposição para me ajudar, era uma bióloga que mora num sitio no interior de São Paulo, onde o telefone pega só às vezes. Então, estava no meio de um processo de criação da obra, e precisava saber sobre o órgão genital do tamanduá, porque a imagem na internet não te explica isso, e tinha que esperar o dia que o telefone lá funcionasse! Aí eu ligava, ela explicava. Desenhava e depois ligava para ver se estava certo. Fiz boas amizades com essas relações. Mas se tivesse que definir uma palavra importantíssima no meu processo de trabalho, seria "tempo".

 


“Não interessa a pintura!
O atlas é a obra!
A pintura é o meio de se chegar ali fazendo...”

Panorama – O “tempo” da tua produção?


Walmor – É. O tempo de espera para que ela aconteça, o tempo pra fazer, o papel que não chega, o esqueleto que precisa ser limpo, mas o tempo úmido atrapalha... O livro que preciso ler para descobrir aquela pequena informação para continuar o trabalho... O primeiro médico que procurei, marquei hora. Alguns se negaram. "Eu pagava a consulta e ia embora. Depois comecei a procurar médicos amigos. Dizia para um amigo cardiologista -"Renato, como é que seria isso?” “Dr. Amauri, como seria aquilo...”, “Ah, isso seria assim e assim...”, “Pô, preciso de tal especialista!", "Ah, liga para o fulano de tal, meu amigo, que ele vai te entender. Vai lá que ele não vai achar que tu és louco". Aí começou uma rede.


Panorama – Nos trabalhos em que há a explicação dos órgãos, tu conseguirias pensá-los sem a identificação escrita?


Walmor – Não, porque não justificaria tão facilmente o trabalho que é esmiuçado e detalhado, descrito. Mas a letra é um desenho, gosto disso também pela estética, a palavra confirma a importância. Quando digo para as pessoas que o trabalho é o atlas, algumas perguntam: -"onde está a pintura?" A pintura é o meio de se chegar ali. Esse virtuosismo da técnica ainda é muito persistente. Mas o atlas é a obra, com tudo legível por lá.


Panorama – Há um texto do Jacopo Visconti (disponível em www.walmorcorrea.com.br) no qual ele afirma que a tua arte é “científica antes de ser poética”. O que tu achas?


Walmor –... entendo o que ele quer dizer.


Panorama – O que tu pensas sobre a responsabilidade social na tua arte e na arte em geral?


Walmor – Acho muito importante. Vejo que em cada lugar que exponho há sempre uma discussão muito ampla com as escolas, e isso me deixa muito feliz. Esse ano dei algumas autorizações para utilização do meu trabalho em material didático e procuro sempre que possível atender aos convites das escolas para diálogos sobre arte.


Panorama – E o Ornitorrinco?


Walmor – O que tem ele? Se fui eu que criei? (risos).

Panorama Crítico Editora e Comércio de Publicações Ltda. CNPJ 10.582.737/0001-13 - Brasil

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